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Eu, Tiago Veiga

Como foi dito antes, a gravidez foi por acidente. Literalmente. (risos) Não pretendíamos ter outro filho, mas... como foi destino do jogo, aqui estava Ashley mais uma vez na sala de parto.


Isso havia se tornado algo comum para ela, não? (risos) Ela já não tinha mais tanta aflição como antes. Eu também não ficava mais nervoso.


Mais um filho passava pelos meus braços para que eu pudesse dar mamadeira. Isso me deixava feliz. Me dava prazer de ser pai, de ter construído uma família tão linda, perfeita e feliz que era.

Lhe demos o nome de David, em homenagem ao meu pai, por ter me dado uma vida tão perfeita com a minha mãe. E, como a minha vida continuava maravilhosa, eu precisava homenagear meu último filho com o nome do meu pai.


Como sempre, o tempo corre para a gente. O tempo passa num estalar dos dedos, num piscar de olhos. Nossos filhos crescem tão rápido...

Certo vez eu chamei o Jr. pra sairmos outro dia para Os Penhascos, a fim de conversarmos como nos velhos tempos, de fazer programas como amigos fazem.



- Então, papai. Por que me trouxe até cá?
- Para ficarmos a sós e conversarmos um pouco sobre a vida, coisa de amigos, assim como somos.
- É, eu sei, mas pergunto desse local.
- Aqui foi onde as coisas começaram a concretizar-se entre sua mãe e eu.
- A sério, papai?
- Sim. Eu a trouxe aqui para pedir-lhe em namoro. Não tens noção o quanto suei achando que receberia um não.



- Hahahaha, nossa, que nervoso o senhor, hein?
- Ai, garoto. Não enche. - E ri - Minha proposta de noivado foi na praia. Ela quase surta. Achou que eu estivesse machucado quando caí de joelho no chão.
- Nossa, papai! O senhor é cheio das artimanhas.
- Pois então!



- Sabe, filho. Eu amo muito a sua mãe. Nunca imaginei que teria tanta sorte assim como ter ela em minha vida.
- Eu sei bem, papai. Sei mesmo.
- Vocês também. Vocês são um pedacinho de nós dois. Sou muito grato a vida que eu tenho. E, como pai, sou tão orgulhoso por ti. De ver o bom rapaz que tu és, Jr. Se tornou alguém que sua mãe e eu ensinamos.
- E eu sou grato pelos melhores pais que tenho.
- Lembro que quando tu eras criança, tu dizias que eu era seu...
- Super-herói. - Completou ele. - Porque seu superpoder era ser o melhor pai do mundo. E ainda é.

Nos levantamos e nos abraçamos. Então comecei a falar:



- Te amo muito, filhão! Você não sabe o quanto eu te amo.
- Mas eu faço ideia do quanto. E eu também te amo muito, papai. Sempre foi meu melhor amigo.
- Já tá quase se tornando um jovem adulto, mas continua sendo um bebê pra mim.
- Ah, pára com isso.



- Hahaha, mas é verdade, filhão. Principalmente a sua mãe, que também pensa assim. Ou acha que não?
- Nossa!
- Pois é...


- Okay. Vamos tirar uma selfie, Jr.?
- Vamos!



A maneira que o Jr. cuidava de seus irmãos mostrava o quão amoroso e carinhoso ele era. Ashley e eu tínhamos orgulho dele. Tenho a maior certeza que, se um dia ele for pai, ele será um pai incrível.
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Com o passar do tempo as coisas foram mudando em nossas vidas. Digo mudanças, mas no sentindo de progressão.


O meu amor por Ashley sempre foi o mesmo. Apenas fortalecia a cada dia mais que passávamos na vida de um e do outro.


Os meus "bebês" ainda eram unidos. O Jr. tinha um carinho enorme por sua irmãzinha e ai da criança que encrencasse com ela na escola... e sempre iam juntos também.


As únicas coisas que mudaram no Jr foi o cabelo e sua aparência física. Já estava na fase da puberdade, se transformando em um homem. Permanecendo, ainda, sua linda personalidade desde criança. E percebe-se o quão focado nos estudos ele ainda é. Estava interessado em entrar na universidade e seguir a carreira de seu avô que era ser médico.


Rachel, ainda uma criança, não desgrudava mesmo de seu irmão. O bom dessa união é que ele nunca deixou de brincar com ela. Não é do tipo de irmão chato que diz: Ah, agora sou um adolescente. Não posso brincar mais!
Ele brinca com ela sempre que pode. Conversam bastante. Ele a ajuda nas tarefas de casa e projetos da escola. Coisas que Ashley e eu não nos preocupamos mais, justamente pelo auxílio do nosso filhão.


Sabem por quem ele andou fazendo gracinhas? Paquerando? Isso mesmo, Cassandra Caixão. Estudavam juntos na mesma escola e em uma mesma classe. Ambos estavam em suas fases de paquera, de namoro.


Sempre conversava com ele acerca disso. De sua puberdade, garotas e outras coisas. Sou pai, sou protetor e tenho que aconselhar ele sempre. Me sinto mais aberto com ele do quê sua mãe. Afinal, ele é garoto. Somos como dois melhores amigos, então não há o porque de não se preocupar, não é mesmo?


Tenso foi quando expliquei pra ele acerca do Oba-Oba.
- Papai! É sério isso? - Tapando o rosto com vergonha
- Ahmmm... pode ser. - Fiquei tenso com sua reação
- Tá bem, papai. Já sei de algumas coisas. A gente tem aula de biologia e vemos muito sobre isso.


O Jr. se tornou um rapaz muito lindo. Um orgulho do meu filhão: lindo, inteligente, um ótimo filho e um bom rapaz. Ashley e eu andamos fazendo umas gracinhas, a qual houve um acidente e... olha ela ali com o barrigão, enquanto a Rachel sente a barriga de sua mãe.
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O dia do parto chegou e eu já não estava mais nervoso como antes e Ashley já estava mais tranquila quanto a isso.


Dessa vez fiquei na sala de parto junto a Ashley e dar mais força e positividade à ela.


Ashley, com um traço familiar, sentia-se realizada de ter mais um filho. O que a deixou feliz também foi dessa vez ter vindo uma menina. Teríamos um casal de filhos. Demos o nome de Rachel devido a uma personagem de uma série, Friends, a qual adorávamos.


Quem a mimava ainda mais era o Jr. Ficou todo bobo, o garoto. Ainda não acreditava que tinha uma irmãzinha.


Ao contrário do Jr., Rachel não deu tanto trabalho como o seu irmão. Só quando ficava com sono ou com fome, então ela chorava. Isso era o de menos e ela sempre angelical.


Ela amava muito o seu irmão e ele a ela também. Isso era muito lindo e, para nós pais, era tão maravilhoso ver isso. A família toda unida e feliz.


Rachel adorava brincar com a casa de bonecas. Ashley sempre se juntava a ela para brincarem juntas. Rachel ficava feliz da vida.


Adorava conversar comigo também. As vezes eu não entendia bulhufas do que dizia. De 1kg, eu entendia 500g. Ela também era uma ótima ouvinte, por sinal. (risos)


Jr. permanecia o mesmo garoto de antes. Amoroso, educado e obediente. Adorava bater papo com a sua mãe. Dizia que tinha uma "namoradinha" na escola e perguntava como poderia ele saber que a garotinha estaria de verdade a fim dele. Essas crianças... (risos)


Sempre me abraçava e dizia o quanto me amava.
- Papai, o senhor é o meu o meu super-herói favorito.
- Ah, é? E qual superpoderes teria eu?
- O superpoder de ser o melhor papai do mundo!



Estava feliz e realizado a cada dia tendo os três em minha vida. Eram a minha motivação, minha alegria, minha vida, meu tudo.
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Infelizmente, mas sendo felizmente, o Jr. cresceu. Sinto falta de dar aquele mimo quando bebê, sabe? Era tão legal... Mas a parte boa é que não daria mais trabalho como dava quando bebê.


O que pudemos ensinar de pequeno em relação a respeito e educação, fizemos. Isso é o importante para o crescimento de um filho, não é?


Ele cresceu, se tornando um garoto responsável, educado e amoroso. O guri é muito inteligente e focado nos estudos.



Levanta sem preguiça alguma pela manhã para ir à escola. Com um sorriso no rosto, sai ele todo contente.


Nesse mesmo dia, ele voltou pra casa com um projeto escolar para montar um castelo. Ele passou a tarde inteira fazendo isso...


Até chegar a noite e, finalmente, terminar tudo. O problema foi que o pobre garoto ficou tão exausto que chegou a desmaiar na varanda do nosso quintal.


Aos finais de semana costumávamos sair para um clube. Ele adorava sair. Odiava ter que ficar em casa e sempre nos cobrava sair para algum lugar. Um dia ainda pretendo o levar à Granite Fall. Aposto que ele vai amar.


Como com quase toda criança acontece aquela fase chata de não querer comer, aconteceu com ele. Eu sempre o incentivava a comer.
- Sabe por que o seu pai é gostosão assim? Porque o seu avô sempre dizia: filho, pra ser fortão e bonitão assim como eu, tem que comer.
- O vovô dizia isso?
- Sim. Dizia. E eu fiquei como ele.
- Verdade. Já vi fotos dele.
- Quer ficar assim como eu?
- Quero.
- Então coma bem.
- Não quero mais.
- Aaaai, Jr.! Independente de você querer ficar assim ou não, tens que comer. Pois, caso contrário, ficarás doente, filho.
- Aaaai, pai! Tá bom, tá bom...


O que mais lhe empolgava era saber que teríamos mais um membro em nossa família. Sim mais outro membro. A família estava crescendo cada vez mais e estávamos cada vez mais feliz também.
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A realidade de ser pai era outra. Me sentia com mais responsabilidade. Teria eu capacidade de cuidar de uma criança se eu não consigo nem cuidar de mim mesmo às vezes?

 

Bem, o Jr. ainda é um bebê, os cuidados necessários que ele precisa é o básico, coisa que faço por mim, posso fazer por ele. Okay. Então até aí, sim, eu tenho capacidade de cuidar de uma criança. Veremos futuramente.


Eu estava sendo um pai presente. Afinal, eu não trabalhava. Precisava cuidar do meu filho. Aproveitava para tocar o violão e cantar para ele. Ele adorava. Nunca chorou por causa disso.

A Ashley vivia ocupada devido ao trabalho. Ela era tão apegada ao pequeno Jr. O incrível era a transformação que ela tinha. Chegava estressada do trabalho, toda emburrada, mas quando ia buscar o Jr. em seu quarto, o humor dela se transformava.

O tempo passou rápido e Jr. já não era mais uma criança. Era um bebê muito danado, por sinal.


Pela manhã ele costumava me acordar aos gritos e chorando. Quando acordava, ele ficava rindo e saía correndo.
- Aaaah, moleque!


Mas com a Ashley, ele era um anjinho. Quando eu lhe contava o que ele aprontava, ela não acreditava o quão danado ele era.


Inclusive adorava conversar com a mamãe. Era todo fofo. Não sei porque comigo ele era pirracento.



Certa vez ele pegou tintas de não sei onde e fez toda essa bagunça.


- Mas o que é isso, Jr.?
- Não xei, papai.
- Garoto, olha só a bagunça que tu causaste aqui!
- Ficou biito?
- Ai, Jr.! Ainda bem que somos pais pacientes, começando por mim. Vem cá, guri.

Levei ele para tomar banho e depois o coloquei para dormir. Esse foi a paz e o sossego que tivemos.


Enfim, isso era o ínicio da formação de nossa família e me fazia tão bem. Me deixava tão feliz. Só tinha de agradecer ao meu "criador" por essa vida maravilhosa que ele me dera.
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A Ashley me pegou de surpresa. Do nada ela começou a falar coisa por coisa e eu fiquei preocupado.


- Amor, tu precisas descansar um pouco. Tira férias do trabalho.
- Mas por quê?
- Não entendi nada do que quiseste me dizer antes. Fiquei confuso.
- Nossa... Como você é lento para entender as coisas, Tiago! - Falava com um tom impaciente


- Ai, Ashley! Não reclama comigo. Sabes que sou assim. - Respondi aborrecido
- Então... - Tentando continuar, mas, paciente
- Sim?
- Tenho uma bomba pra te contar.
- Pois conta, ué! - Respondi curioso


- Advinha quem vai ser papai! - Falou Ashley, toda empolgada


- O teu chefe?
- Ai, Tiago! Como é ruim de fazer suspense ou surpresa pra ti. Você é muito lento!
- Mas...
- VOCÊ, SEU RUIVINHO LERDO! VOCÊ VAI SER PAPAI!


Eu quase desmaiei!
- Caraca, Ashley! Sério mesmo?
- Pois é... sério mesmo. Fiz o teste e deu positivo.

Claro que eu gostaria de ser papai, mas faziam poucos meses de casados e... já serei papai?! De qualquer maneira seria e será uma honra de construir a minha família com um filho vindo de nós dois.


- Obrigado, meu amor!
- Pelo quê?
- Pelo filho, sua lerda. - Soltei um leve sorriso e a beijei


- Você ouviu, Pluff? Vou ser papai e isso quer dizer que você vai ter um irmãozinho humano! - Falava eu, todo feliz da vida enquanto o Pluff latia animado. Até parecia me entender.
*A lá, hein? Não vai me abandonar com a chegada desse filhote de humano, não.*


O estágio da gravidez foi passando e a barriga da Ashley crescia cada vez mais. Eu ficava feito um bobo conversando com a barriga dela, mas na verdade conversava com nosso filho. Queria saber se era um menino ou uma menina, mas o que viesse, eu me contentaria do mesmo jeito.


Logo chegou o dia mais esperado por nós dois. Ela, que teria o bebê, estava calma. Quanto a mim... eu estava muito nervoso, mas sentia que tudo iria dar certo.

E sim, deu certo! Nos tornamos oficialmente pai de um garoto. O nomeamos de Tiago Jr.
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Acerca de mim

Tiago Veiga

Escritor, marido de uma esposa linda e pai de três filhos maravilhosos. Nascido e criado em Sunset Valley. Morei em Oasis Springs e atualmente moro em Willow Creek.

Leitores

Capítulos

  • ▼  2018 (14)
    • ▼  março (12)
      • Capítulo XXV - Olá do outro lado (Final)
      • Capítulo XXIV - Flashback
      • Capítulo XXIII - Momentos finais de minha vida
      • Capítulo XXII - A vida continua
      • Capítulo XXI - De papai para vovô
      • Capítulo XX - Uma família feliz
      • Capítulo XIX - Tudo se tornou perfeito
      • Capítulo XVIII - Com o passar do tempo
      • Capítulo XVII - Amor em família
      • Capítulo XVI - Então o Jr. cresceu
      • Capítulo XV - Por que crianças dão trabalho?
      • Capítulo XIV - Um Novo Membro Veiga
    • ►  janeiro (2)
  • ►  2017 (11)
    • ►  dezembro (4)
    • ►  setembro (2)
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